Homens e mulheres procuram a depilação com laser ou LIP  (luz intensa pulsada) pensando na redução ou depilação definitiva, mas este tipo de procedimento tem outras vantagens.
O tratamento da foliculite é um destas vantagens. A foliculite é a inflamação dos pelos da área depilada com lâmina de barbear ou cera e aparece como pontos vermelhos na área dos pêlos, que muitas vezes apresentam pus e ao cicatrizar, deixa a pele mais escura (com hiperpigmentação pós-inflamatória). As pessoas geralmente fazem esfoliação na tentativa de melhorar os pelos encravados devido ao processo inflamatório, mas infelizmente esta medida não é eficaz. O tratamento ideal é usar a medicação local indicada pelo dermatologista e fazer a LIP que além de remover os pelos que estão aparentes, atinge os pelos encravados e reduz a inflamação e a pigmentação, deixando a pele sedosa e sem pelos.

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luz intensa pulsada - Dra. Claudia Sá

5 Dicas para proteger sua pele do Sol - Claudia Sa

O excesso de sol é responsável por acelerar o envelhecimento e é responsável por 80% deste processo na pele, os outros 20% são resultado da nossa genética. Além disto, provoca sardas, manchas solares e também cancer de pele. A proteção solar é um desafio diário, principalmente nas áreas expostas da pele, mesmo quando não estamos na praia. Observe as 5 dicas que recomendo:

1) Opte por um protetor com cor
O filtro físico presente nos protetores com cor facilita a defesa contra os raios ultravioleta e luz visível. Além disso, é possível verificar com mais clareza se o filtro foi removido com a gordura da pele.

2) FPS não é tudo
Um protetor com fator de proteção solar (FPS) alto não significa que seja melhor que um de FPS médio, se o segundo tiver outros filtros que também dificultem a penetração dos raios UVA e luz visível. Geralmente, a recomendação são filtros com FPS mais alto porque a medida é realizada com a aplicação de 2g/cm2. Essa quantidade significa que a pele tem ficar bem coberta, branca de filtro, equivalente a 100g em cada aplicação no corpo, ou seja, uma embalagem por ida à praia, o que não ocorre.

3) Atenção à proteção UVB
O UVB é responsável por deixar a pele vermelha quando exposta ao sol. Contudo, os filtros mais antigos que só tinham protetor contra UVB estão ultrapassados e hoje existem associações com filtros que também protegem contra o UVA e a luz visível. Aposte!

4) O tipo de pele importa
O dermatologista é o profissional ideal para identificar o tipo de pele, a cor e textura. Tudo isso vai influenciar a escolha do protetor. As peles mais claras e sensíveis precisam de proteção mais intensa e as oleosas de filtros mais adstringentes. Muito cuidado com produtos que irritem a glândula sebácea, pois estes podem provocar acne, mesmo que no rótulo venha escrito “oil free”.

5) O clima também
Filtros de FPS 30 combinados com filtro químico e físico, que tenham boa aderência e mantenham a pele seca, são ideias para os climas mais úmidos e quentes. Nas cidades mais frias, com altitude, a irradiação solar é mais forte do que ao nível do mar. Para quem mora nesses locais, são indicados filtros que mantenham a umidade e hidratação da pele, com FPS e anti-UVA mais alto, numa base cremosa mais hidratante.

A acne é uma condição que afeta 85 em cada 100 adolescentes e hoje me pergunto se podemos chamar de doença ou se é uma condição fisiológica que pode ser mais intensa em alguns casos. A dermatologia classifica a intensidade da acne em 4 niveis, e felizmente a maioria dos casos se enquadram nos dois primeiros, onde predominam os cravos e as espinhas. O terceiro estágio inclui nódulos vermelhos inflamatórios que são muito intensos no quarto grau de acne. Estes casos mais graves acometem principalmente os rapazes e necessitam de medidas enérgicas com tratamentos bem específicos do dermatologista. Foi pensando nestes casos mais intensos e depois, nas cicatrizes deixadas pelas lesões inflamatórias (espinhas ou nódulos) que foram desenvolvidas novas drogas e se estabeleceu um algoritmo de tratamento que vai desde o uso de medicações locais até o uso de medicamentos sistêmicos, que podem até reduzir o tamanho das glândulas sebáceas, e a inflamação.

Paralelamente ao desenvolvimento da indústria farmacêutica na área, em países onde a restrição ao uso de alguns medicamentos (como no Japão), fomentou o desenvolvimento da aplicação das luzes no tratamento da acne. Este tratamento com led e/ou laser é chamado atualmente de fotobiomodulação e baseia no efeito terapêutico destas ondas luminosas na pele e glândulas sebáceas. De acordo com o tipo de luz e da associação destas, pode-se controlar a bactéria considerada vilã da acne, chamada de P. acnes com o emprego de led azul (410 ou 420nm), terapia fotodinâmica (quando há associação de medicamento local com o emprego da luz adequadada correspondente) e a fotobiomodulação com laser – neste ultimo caso o laser empregado é o chamado Nd-YAG ( acrônimo para neodímio, ytrium, aluminum, garnet) que tem como característica um comprimento de onda de luz de 1064nm. A principal vantagem quando comparamos o led azul ou luz pulsada com o laser 1064nm é a capacidade de penetração e afinidade por hemoglobina, aquecendo e desinflamando as lesões inflamadas de acne, estimulando a cicatrização com menos reação inflamatória, matando as bactérias que contribuem para a inflamação.

Desta forma, hoje é possível fazer um tratamento de acne inflamatório com a utilização do laser Nd-YAG 1064nm, prevenindo as temidas cicatrizes que aparecem ao final do processo resolutivo da espinha ou nódulo, sem os inconvenientes ou contra-indicações característicos dos medicamentos usados oralmente.

tratamento de acnes - Dra. Claudia Sa

Nodulo inflamatório formador de cicatriz

Bebida alcoólica  saudável?  Tóxico potente para os nervos

A historia das bebidas fermentadas remonta quase a historia da vida humana em sociedades. As Sacaromices são utilizadas para a fermentação de cerveja, vinho, cada especie de acordo com a bebida desejada. Todo os açúcares são  consumidos neste processo, resultando na formação  de álcool  com varias “octanagens” (se estivessemos falando de combustível). A história é tão interessante que em priscas eras, na Holanda, a cerveja era utilizada como substituto da água pessima que banhava os seus pântanos.

O mundo caminhou e com ele seguiu o consumo de bebidas alcoólicas com objetivo recreacional.  Junto com este hábito,  gradualmente foi introduzida na alimentação o sal, o açúcar e, finalmente as comidas processadas, com quantidades colossais de gordura e açúcares.   Esta mudança de estilo de vida tem aumentado as doenças relacionadas ao mal funcionamento do metabolismo – as doencas metabolicas.  Sabe o que isto significa? O nosso figado, desenvolvido para trabalhar com legumes , verduras e frutas e, eventualmente um pouco de proteina animal, foi atacado diariamente por substâncias toxicas, que vão  de medicamentos à bebida alcoólica. O álcool é sem dúvida um potente tóxico,  e associados aos demais inflama o sistema nervoso, piora a síndrome metabólica e leva a qualidade de vida ao seu nivel mais baixo.

A obesidade tem sido associada com o diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.  Esta situação é associada ao aumento de mediadores inflamatorios circulantes, citoquinas, e alguns outros relacionados  com o desenvolvimento da chamada sindrome metabólica. Assim como a inflamação atinge os órgãos perifericos, postula-se que também acometa o sistema nervoso central, relacionando-se com sintomas similares a ansiedade ou depressão e, ainda, agravando quadros psiquiátricos pré-existentes.

As alterações de humor e cognitivas que ocorrem nos obesos podem refletir as consequencias neurologicas de eventos moleculares e celulares. Estudos indicam mediadores imunes na fisiopatologia de vários distúrbios somáticos que podem alterar as funções cerebrais, assim como afetam os tecidos periféricos. O papel crítico da inflamação no cérebro normal ou anormal pode esclarecer o seu papel na etiologia, progressão e até o tratamento dos sintomas neuropsiquiátricos associados às condições inflamatórias graves, incluindo a obesidade.
sistema de resposta do estresse - dra claudia sa
A obesidade crônica é caracterizada por hipertensão, doença arterial coronariana, dislipidemia, alteração da tolerância à glicose ligada à hiperinsulinemia e à resistência à insulina, chamados coletivamente de síndrome metabólica. Esta síndrome vem sendo relacionada à distúrbios neurologicos, como os distúrbios neuropsiquiátricos – depressão, ansiedade, alterações cognitivas – derrame, e doença de Alzheimer. Estas condições reduzem a qualidade de vida destas pessoas, aumenta as taxas de morbidade e mortalidade e os custos de saúde em todo o mundo.
Estudos em animais, particularmente com dieta hiperlipídica em ratos, demonstraram um aumento da expressão de marcadores inflamatórios (IL 1, IL 6, COX2 ) induzidos por um potente imunogênico, neste caso, lipopolissacarídeo. Outros estudos com o mesmo modelo de dieta mostrou exacerbação de citoquinas cerebrais (IL1, TNF-alfa), principalmente no hipocampo, que se associa-se à dificuldades cognitivas e de aprendizado. Além disto, registra-se dificuldades na reatividade emocional, memoria espacial, comportamentos ansiosos, depressivos. Os resultados de pesquisas sugerem o papel da inflamação sistêmica e/ou do eixo hipotálamo-pituitário-adrenal mediando alterações emocionais associadas à obesidade/sindrome metabolica. A obesidades em conjunção com fatores ambientais podem amplificar as disfunções do sistema nervoso central e/ou ter consequências nefastas no humor e cognição.  Este quadro psicológico leva a deterioração de comportamentos saudáveis e uma pobre adesão aos tratamentos propostos.
A inflamação causada pela obesidade leva a elevação das citoquinas inflamatórias, o acúmulo de leucócitos no tecido adiposo e em outros órgãos, a ativação de macrófagos no fígado e tecido adiposo e ativação de mecanismos proinflamatórios em múltiplos órgãos, inclusive alteração da microbiota do intestino devido à inflamação decorrente da dieta rica em gordura.
Todo este contexto, também contribui para o surgimento ou agravamento das dores crônicas.
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Alimentação saudável é um aliado para o nosso cérebro.
Fonte: Castanon N et al. Neuroinflamação: novos insights sobre funções benéficas e prejudiciais, 2015

A temorregulação fisiológica nos humanos tem um papel fundamental tanto na dissipação do calor ( com vasodilatação cutânea e sudorese), quanto na geração de calor (através do tremor) em resposta aos estímulos internos e externos.

O controle da termorregulação é realizado no hipotálamo, na área chamada de pré-optica. Esta área do cérebro recebe informações tanto dos órgãos internos, quanto da pele e, coordena a resposta eferente.
Este trabalho similar a um termostato é tão perfeito que podemos ver através da termografia a simetria da variação de temperatura das mãos com sua distribuição característica em “casca de cebola” onde as pontas dos dedos são mais frias e a medida que avança em direção ao punho, se torna ligeiramente mais quente. O registro do fenômeno é possível com uma temperatura ambiente neutra (cerca de 23 oC). Temperaturas mais quentes ou mais frias promovem reações fisiológicas.
Assim, o fluxo sanguíneo na pele em repouso é aproximadamente 250 mL/min, com uma dissipação de calor entre 80 a 90 kcal/h, que corresponde à produção de calor em repouso.
Durante o exercício ou exposição ao calor, a temperatura na pele aumenta e desencadeia-se o fenômeno da sudorese. Esta reação pode ser modificada também durante o ciclo circadiano e sob influências hormonais.
As fibras nervosas finas são as principais responsáveis pelo controle dos sistemas vasodilatadores e vasoconstrictores, o que altera a temperatura da pele no local afetado, principalmente nos primeiros 10 minutos. Todo o mecanismo de termorregulação é bem complexo, contudo o registro do nosso mapa corporal de termorregulação traz pistas para a investigação de diversas patologias que afetam este controle, como a obesidade, a sindrome metabolica, o diabetes mellitus e, condições que levam à dor persistente.
Fonte: Charkoudian N. Mayo Clin Proc 2003;78: 603-612
O controle da temperatura do nosso corpo através da modificação do fluxo sanguíneo da pele é fundamental para regular as modificações da temperatura interna corporal, também chamada de homeostase térmica. Este processo é executado através do sistema vasoconstrictor e o sistema vasodilatador, que é responsável por 80 a 90% da vasodilatação cutânea em situações em que há um aumento da temperatura – aumentando assim o fluxo de sangue para a pele e promovendo um aumento de calor na superfície cutânea.
O fluxo da pele em condições térmicas ambientais confortáveis é de aproximadamente 250 mL/min, com uma dissipação de cerca de 80 a 90 kcal/h (correspondentes ao nível metabólico de produção de calor em repouso), porém aumenta substancialmente em resposta ao estresse térmico, chegando a 6 a 8 L/min durante uma hipertermia grave. Esta vasodilatação serve para a dissipação de calor durante a exposição ao calor ou exercício, mas pode ocorrer nos casos em que há inflamação ou infecção na pele ou nos tecidos subjacentes. Por outro lado, quando há exposição ao calor ocorre a vasoconstrição, que tem como objetivo preservar o calor interno através da restrição da perda de calor através da pele. Assim, alterações  do controle de fluxo de sangue na pele tem repercussões clinicas importantes e pode dificultar a manutenção da temperatura corporal normal.
Situações como a menopausa ou o diabetes mellitus II podem alterar o controle vascular cutâneo e contribuir para distúrbios que ocorrem quando a pessoa fica exposta a ambientes quentes. O interessante neste sistema de controle é que nos temos dois tipos de controle de nervos vasoconstrictores (que reduzem o calibre dos vasos para poupar calor) e vasodilatadores (que aumentam o calibre dos vasos para dissipar calor), contudo nas áreas das plantas dos pés e nas palmas das mãos nos só tempos nervos simpáticos vasoconstrictores, que quando não estão com um bom funcionamento, podem ser facilmente detectados através de sensores que registram a emissão de raios infravermelhos da pele – esta detecção chama-se termografia. Clinicamente, quando observamos micose nas unhas, dores nos pés, alterações de cor dos pés, joanete, podemos extrair mais informações através da realização da termografia pois acrescentamos dados sobre a circulação dos pés, que se tornam valiosas quando avaliamos as mais diversas situações clinicas.
Hábitos de comportamento
Frequentemente vemos hábitos de comportamento constrangedores e não entendemos sua razão, nem como fazer para combatê-los.  Um deles é a coceira na virilha, tão comum nos homens, principalmente nos dias quentes. Começa de maneira sorrateira em pequenos momentos do dia nos quais a sudorese aumenta e depois se estende a quase um ato contínuo.  O exame dermatológico auxilia o tratamento do problema no início, pois ao observar a região percebe-se uma área rosada ou  avermelhada que abrange a dobra da raiz das coxas e muitas vezes, bolsa escrotal. Geralmente, o que começa com uma assadura, evolui para uma extensa dermatite muito pruriginosa (coça absurdamente).
Alguns hábitos são facilitadores deste problema. Um deles é o uso da sunga de praia e até a cueca sem a correta lavagem e, as vezes, até um pouco molhada. Bactérias e fungos se alojam neste tipo de ambiente úmido, multiplicam-se livremente e são novamente atritados com a pele. As áreas de dobras – virilha, axilas, entre os dedos dos pés – são geralmente quentes e úmidas, por isso são um ambiente muito favorável aos causadores da micose e seus agentes agravantes, como as bactérias que precisam de pouco oxigênio e até bactérias oriundas das fezes.
Confesso que este tema é espinhoso mas de suma importância, pois alguns homens têm mais propensão a ter esta micose instalada na virilha, e uma dermatite de fácil tratamento pode estar encobrindo um hospedeiro favorável – como por exemplo um diabético ou pré-diabético.
Micose e diabetes andam juntas. Você sabia?
O exame clínico com o dermatologista e alguns exames complementares são suficientes para sanar o problema e conduzir os candidatos ao diabetes para um estilo de vida mais saudável, e caso seja necessário, o encaminhamento ao endocrinologista – especialista responsável pelo tratamento do diabetes.
É o que os pés fazem na ilustração deste texto? As unhas podem ser afetadas pelos fungos encontrados na virilha e servir de reservatório causando as deformidades presentes nas onicomicoses.
Saiba mais em www.claudiasa.com.br

Você sabia que o exame que registra imagens infravermelhas- a termografia médica – é i dicado no diagnóstico de um tipo de doença dos nervos que pode estar associada ao diabetes, deficiência de vitamina B 12 e abuso de bebidas alcoólicas.  O inicio ocorre sem sintomas e a termografia registra a alteração termica das plantas dos pés. www.termoimagem.com.br